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Xenograft vs. autograft

Usando uma matriz de colágeno 3D em uma vestibuloplastia

Sem a dolorosa coleta de enxerto e com ótima adaptação de cor e textura aos tecidos circunjacentes. Essas são as principais vantagens da vestibuloplastia usando a matriz de colágeno 3D ­Geistlich Mucograft®. Estão disponíveis agora dados de longo prazo, colhidos em um período de cinco anos.

Enxertos autógenos obtidos do palato

Tais como enxertos gengivais livres (EGLs) ou enxertos de tecido conjuntivo (ETCs) – são o padrão ouro para a cobertura da superfície da ferida. Eles reduzem a contração pós-operatória e melhoram o resultado regenerativo.2,3,5,6 Além disso, os enxertos autógenos apresentam resultados clínicos reproduzíveis, ao nível do tratamento, integração, retração e estabilidade de longo prazo (Fig.1). Contudo, há algumas desvantagens no uso dos enxertos de tecido autógeno:

  • Necessidade de coleta palatal com riscos cirúrgicos adicionais2–4
  • Morbidade no local de coleta do enxerto6
  • Disponibilidade limitada do enxerto3,4
  • Tempo de cirurgia prolongado2–4,6 e
  • Adaptação ruim da cor e textura aos tecidos circundantes ao usar EGLs.4,6(Fig.1)

Adaptação biológica ao epitélio circunjacente

Os exames histológicos de amostras de tecido humano, coletadas três a quatro meses após o enxerto da mucosa queratinizada usando enxertos gengivais livres ou ­Geistlich Mucograft®, revelaram características de um epitélio escamoso queratinizado multicamada, comparável ao da gengiva local natural.4,5 A verificação imuno-histológica dos padrões de expressão dos marcadores de queratinização da mucosa oral demonstram que ocorreu queratinização da mucosa oral regenerada com ­Geistlich Mucograft®.4

Ao usar mucosa autógena do palato, diretamente após a cicatrização e, também, no prazo de cinco anos, o tecido mole regenerado na região receptora revela falta de alteração da textura e cor em ­comparação com o enxerto original.3(Fig. 1) Esse efeito, que é desfavorável à estética, pode ser explicado pela configuração biológica da mucosa removida do palato, que se mantém inalterada no decorrer do tempo. Isso confirma a hipótese de que a mucosa autógena coletada do palato, após o transplante, é revascularizada, basalmente, depois de enxertada no sítio receptor. Por isso, os EGLs são contraindicados em zonas estéticas expostas.3 Usando ETCs ou uma matriz de colágeno 3D ­Geistlich Mucograft®, é obtido um aspecto clínico comparável ao do tecido circundante após a integração. Isso se deve ao fato de que a informação biológica do epitélio está ausente e uma camada epitelial adaptada à região receptora somente se forma após a neoepitelização do enxerto.6 (Fig. 3)

Estabilidade duradoura da mucosa enxertada

Medições de retração da área enxertada ao longo do tempo demonstraram que uma retração substancial reduz a largura do enxerto e que acontece desde a cicatrização inicial até três meses após a cirurgia.3,4,6 O resultado da regeneração estabiliza-se em seguida, com apenas alterações mínimas.3 A retração associada à mucosa autógena coletada do palato é, aproximadamente, 33% após seis meses, enquanto que não se verifica diferença significativa quando se usa a ­Geistlich Mucograft®, cuja taxa de retração corresponde a, aproximadamente, 42%.3

Quanto ao tempo da cirurgia, a literatura concorda em que o uso de matrizes de colágeno, quando comparadas com transplantes autógenos coletados do palato, reduz bastante o tempo de cirurgia em, aproximadamente, 15–20 minutos.4,9 Isso, no entanto, depende do tamanho da região a ser enxertada e do número de enxertos coletados4, sendo relativa em caso da coleta de enxertos pequenos. Independentemente desses resultados, para vestibuloplastias amplas a qualidade de tecido autógeno disponível está limitada, o que justifica novamente o uso de alternativas aos enxertos coletados. 

Os dados coletados em um período de cinco anos indicam um sucesso relativamente estável da regeneração entre a mucosa autógena obtida do palato e a matriz de colágeno 3D ­Geistlich Mucograft®.3 A retenção inicial após seis meses permanece relativamente inalterada em um prazo de cinco anos. Ao usar enxertos do palato, a retenção total da zona enxertada após cinco anos é de 40,65%, e com a matriz de colágeno 3D ­Geistlich Mucograft®, de 52,89%, sem diferença significativa. Decorridos cinco anos com enxertos gengivais livres, o tecido peri-implantar queratinizado tem uma largura de 8,4 ± 2,4 mm e de 6,2 ± 1,2 mm com ­Geistlich Mucograft®.3 Deve-se antever a retração e se planejar, a fim de evitar resultados insatisfatórios e recidiva da doença. Recomenda-se realizar um enxerto maior do que o necessário, já prevendo a retração. (Fig. 2)

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